Posição do Movimento Nacional de Enfermeiro perante as declarações do Ministro da Saúde

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Colegas,

 

O Movimento Nacional de Enfermeiros mantém o compromisso que estabeleceu com a classe e decide tornar público um manifesto de escrutínio, relativamente às palavras proferidas pelo Sr. Ministro da Saúde, hoje, perante a Comissão Parlamentar de Saúde, sobre a situação dos Enfermeiros no SNS.

Inacreditável!

Como é possível o Sr. Ministro da Saúde continuar a ignorar ostensivamente a voz dos enfermeiros apelidando de aproveitamento político os seus mais que legítimos protestos?

O Sr. Ministro da Saúde deu como fechada a negociação (?), relativamente às horas penosas, cortes que deveriam apenas ter vigorado durante o programa de assistência financeira (Troika), e que, em vez de já terem sido integralmente repostas, ainda se arrogam de definir isso como matéria negocial e fazer arrastar o processo mais 14,5 meses!

Os enfermeiros apenas querem a implementação da carreira! Exigimos respeito pela nossa dignidade! O mínimo tolerável é a DATA de IMPLEMENTAÇÃO da NOSSA CARREIRA, assinada pela Tutela. O Sr. Ministro afirma que a revisão da carreira irá avançar em 2018, não se sabendo para quando…

Quanto às 35 horas de trabalho para todos os enfermeiros, o que se mantém é inconstitucional e atentatório ao estado de direito, situação que deveria estar resolvida desde 2016, empurra o problema, dizendo que “poderá ocorrer a 1 de Julho de 2018, num processo que vai entroncar na revisão da carreira”… Mais uma vez se percebe que não existe vontade de resolver o problema, nem data concreta para deixar de não cumprir a constituição, numa afronta gravíssima a todos os Enfermeiros que continuam discriminados dessa forma.

Chega de coação e contra informação! Não vamos permitir que continuem a faltar-nos ao respeito. Se existem 4 mil milhões de Euros de impostos dos Portugueses para entregar à CGD, mas apregoam não terem dinheiro para tratarem da saúde dos Portugueses, algo está muito mal com estas decisões políticas.

O Sr. Ministro diz que tem de haver um equilíbrio entre as pretensões de todas as profissões e depois discrimina sempre a mesma… Vejamos: se fosse verdade não existirem verbas para financiar todas as pretensões, porque não foram todas balizadas de forma uniforme nas remunerações por valores inferiores, idênticos aos que os Enfermeiros, lamentavelmente auferem? A resposta é simples: apenas por decisão política, que sempre procura os sacrifícios de uns, em detrimento da valorização de outros.

Estamos fartos de ser sempre nós os sacrificados pelos políticos.

Chega de “serenidade” nas negociações como tenta impingir!

O Movimento Nacional de Enfermeiros não o vai permitir!

Colegas contamos com a vossa força e coragem já tão inequivocamente demonstrada. Numa só voz: BASTA!

P’lo Movimento Nacional de Enfermeiros

Enfermeiro Bruno Alexandre Reis

Enfermeiro Fernando Manuel dos Santos Dias

Enfermeira Maria Luísa Ximenez

 

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